Thursday, November 03, 2011

Gerald Thomas

Dois momentos em entrevista para a Isto É:

Estava desencantado com o Brasil?


A polêmica da bunda em Tristão e Isolda, em 2003, me abalou muito. Gastei um dinheiro absurdo com advogados, idas e vindas de Londres para aparecer 15 minutos diante de um juiz. Esse absurdo custou R$ 340 mil aos cofres públicos. E tudo porque mostrei a bunda num teatro da cidade onde o cartão-postal é a bunda. Um ano depois fui inocentado por causa do “ato obsceno”.



O impulso não valeu a pena?

Estava pressionado. Tive que fazer o espetáculo cheio de restrições porque nada era admitido no palco do Teatro Municipal da Rosinha. Sou muito calmo, mas as três primeiras filas não só vaiavam como gritavam coisas em espanhol, português e alemão do tipo “seu judeuzinho, volta para o campo de concentração!”. Parecia coisa ensaiada. Foi um ano de dores de cabeça, mas não me arrependo de nada. Faria tudo de novo.

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Nem ao filme Olga você assistiu?


Nossa... Esse, eu vi os primeiros 15 minutos e saí correndo para não desmaiar no cinema. Deus me livre! Nem pela Camila faço isso. Como podem dizer que aquilo é um filme? Jurava que era uma novela. Esse Jayme Monjardim deveria ter nascido judeu e ter morrido em um campo de concentração pelas mãos do Hitler. Mas ele já deve ter pago muitos dos pecados na infância. Deve ter sido muito maltratado pela mãe, a Maysa bebia demais. O problema é que agora ele desconta no público fazendo esses trabalhos horríveis. Quero distância desse cara.

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