Tuesday, February 15, 2011

Relax

É muito engraçado quando neguinho diz: "Música clássica é bom para relaxar." Relaxar é o cacete! Querer atingir a ataraxia ou apatéia ouvindo Mozart (o exemplo mais corriqueiro) é contraditório. Você precisa de toda a atenção do ouvido para compreendê-lo. Atenção é esforço. Exige concentração. Se for ouvir Mozart para relaxar, a única coisa que você vai atingir não é a apatéia. É a patetice.

Eu não ficaria surpresa se descobrissem que metade dos que relaxam ouvindo música clássica tiram um cochilo porque não suportam ouvi-la. Devem quase passar mal.

Acho que foi o Yuri Vieira que disse que o Bruno Tolentino relaxava vendo filmes de porrada. Claro. Não exigem lá muito esforço nosso. Da minha parte, relaxo ouvindo Metallica. (E se eu disser que mais, a descida não vai ter fim.)



Ok, não é Metallica. O pessoal daí de cima é o Diamond Head. A música é Am I evil, cuja fama é em (boa) parte graças às execuções do Metallica. Mas diz aí se pela foto você acha que esse povo é evil...

8 comments:

Jopz_B1B said...

Interessante... veja então essa matéria...

http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2008/09/05/fas_de_musica_classica_heavy_metal_sao_parecidos_diz_estudo-548097312.asp

JOPZ

Tanja Krämer said...

Não sei. Mas acho que fãs de punk rock são iguais a funkeiros. E olha que estou falando sério. :-)

Jopz_B1B said...

:-(

julianomnunes said...

Fãs de punk rock se assemelham a funkeiros? Por que tal ponto de vista?

Tanja said...

Gente, vamos lá. Punks são (eram) de nível social baixo. Filhos de proleta, mas vagabundos. Vadios que reclama(va)m de um sistema que lhes sustenta(va). Logo, mimados. Do ponto de vista artístico, melhor nem dizer. O movimento é de jovens, de grupo. Todos carregam sinais de identificação grupal. Roupas, músicas (que se tornam hinos), gírias. Os shows são tumultuados. Há muitas letras contestatórias. (Os funkeiros anarquizam mais os hábitos. Em geral, envolvendo sexo.) A postura outsider punk cria uma atmosfera de "por cima da carne seca". Se você entendeu a opressão do sistema, está acima dele. Ou pelo menos das massas. Isso é realçado pela participação em bandos. (O funkeiro também tem isso, mas de forma diferente. Ele não contesta o sistema político. Os costumes são o alvo. Mas o funkeiro e o punk adora uma bravata.) Ao mesmo tempo, o punk é meio que uma vítima. Ele é um produto/resposta da/à opressão da sociedade.

Tanja said...

Agora, o engraçado é que no Brasil o punk ficou meio que algo de classe média. Quem se popularizou mesmo foi o funk.

Outra semelhança é o faça você mesmo. O baixo custo do MC equivale ao de um membro de banda punk.

Jopz_B1B said...

;-)

Fábio V. Barreto said...

Se é para relaxar, o melhor mesmo é o silêncio. Música erudita é para ser apreciada sem moderação.