Thursday, September 30, 2010

Silas Malafaia no Ratinho

Primeiro, o pastor Silas Malafaia chutou o traseiro da deputada anódina:







Resolveram então engrossar o caldo. Chamaram um Golias traveco. Levou um chute no traseiro também.





Wednesday, September 29, 2010

Anthony Sutton

Ótima entrevista com o Anthony Sutton. Via Midia a Mais.



Saturday, September 11, 2010

Combate à criminalidade

Ao ouvir algumas idéias de combate à criminalidade, fico chateada. Muito. Por causa do conteúdo besta? Também. Mas não só por isso. É pela ingratidão. As pessoas se esquecem de lembrar quem é o pai de certas idéias de como lutar contra o crime. Dizem coisas como se elas tivessem nascido hoje. Pois digo que o pai delas é o mesmo pai da história. O velho, o bom, querido Heródoto. Sim, sim, salabim. Como gosta de dizer minha tia, muito do que falam hoje ele já tinha dado o bizu. Até a história de desarmamento ele já tinha dito também.

Para explicar melhor, na verdade as idéias foram atribuídas a Creso na História. Depois de ter ouvido as queixas de Ciro contra os lídios, Creso fez as seguintes propostas para que não houvesse mais rebeliões:

But pardon the Lydians, and give them this command so that they not revolt or pose a danger to you: send and forbid them to possess weapons of war, and order them to wear tunics under their cloaks and knee-boots on their feet, and to teach their sons lyre-playing and song and dance and shop-keeping.

Quando você ouve neguinho dizer certas coisas como se fossem novidades, coisas que alguém já tinha dito há 2400 anos, perda de tempo por perda de tempo é melhor aprender lambada. Ensinar cítara, canto e dança é o equivalente a oferecer artes. Ensinar negócios é ofercer cursos profissionalizantes. A única diferença é que (ainda) não propuseram um decreto que obriga o povo a "wear tunics under their cloaks and knee-boots on their feet". (Isso me parece um tipo ancestral do metrossexualismo.) Mas um decreto assim não seria totalitário demais aos nossos olhos? Ei, estamos no Brasil! Aqui o pessoal confia mais no Estado que em São Miguel Arcanjo! Se existe lei que obriga as pessoas a cederam lugar aos gordotes no metrô do Rio (que eu chamo de "lei do mais gordo"), qualquer coisa o povo topa.

Agora, o engraçado é o seguinte. Dizem que desarmamento, educação e artes evitam o surgimento de novos bandidos. Por quê? As explicações são vagas e maravilhosas. Sempre na tecla das "oportunidades" e da "iluminação". A graça do divino MEC e o amor dos anjos burocratinhas vão converter o povo pecador e burraldo. Porém Creso era mais direto. Sabe por que ninguém mais vai roubar? "'And quickly, O king, you shall see them become women instead of men, so that you need not fear them, that they might revolt.'" Entendeu? Sem discutir essa história de dança, canto, cítara e negócios serem coisas de mulherzinha, o lema é: "Seja um cidadão pacato. Atrofie os seus testículos." Ou Emasculados pelo sistema, para brincar com o nome de um álbum dos Ratos de Porão. Segundo o Olavo de Carvalho, a coisa anda pavarosa no Brasil. Diz o filósofo: "Há uma crise de testosterona no Brasil."

Não posso deixar de dizer uma coisa. Heródoto não tinha a menor idéia da capacidade feminina para a revolta. É que não chegou a ver Lisístrata.

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Por falar em criminalidade, uma passagem da Política do Aristóteles:

And again, even if one prescribed a moderate property for all, it would be of no avail, since it is more needful to level men's desires than their properties, and this can only be done by an adequate system of education enforced by law. But perhaps Phaleas would say that he himself actually prescribes this, as he considers it fundamentally necessary for states to have equality in these two things, property and education. But the nature of the education needs to be defined: it is no use merely for it to be one and the same for all, for it is possible for all to have one and the same education but for this to be of such a nature as to make them desirous of getting more than their share of money or honor or both; moreover civil strife is caused not only by inequality of property but also by inequality of honors, though the two motives operate in opposite ways—the masses are discontented if possessions are unequally distributed, the upper classes if honors are equally distributed, bringing it about that “Noble and base in equal honor stand."

Nor do men do wrong for the sake of the bare necessities only, the sort of wrongdoing for which Phaleas thinks that equality of substance is a cure—preventing highway robbery by removing the motive of cold or hunger; men also do wrong to gain pleasure and to satisfy desire. For if they have a desire above the bare necessities of existence, they will transgress to cure this desire; and moreover not because of desire only, but in order that they may enjoy the pleasures that are not associated with pains. What remedy then is there for these three classes of offenders? For the first class, a modest competence and work; for the second, temperance; and as for the third sort, any people who desire pleasures that depend on themselves would require no cure for their desires save that which is derived from philosophy, for the other pleasures require the aid of fellow-creatures. Since clearly the greatest transgressions spring from a desire for superfluities, not for bare necessaries (for example, men do not become tyrants in order to avoid shivering with cold, and accordingly high honors are awarded to one who kills a tyrant, but not to one who kills a thief); so that the method of the constitution of Phaleas is efficacious only against the minor social disorders.

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Você sabe que o mundo é complicado, né? Vou ilustrar com uma história.

A titia aqui esperava o elevador com uns amigos. Um era gay. Quando ele chegou, o ascensorista disse: "Sobe!" Ok. Só que a porcaria do elevador demorou um tempão. Quando retornou, o ascensorista veio com a mesma conversa: "Sobe!" Logo o meu amigo gay não se conformou. Tentou entrar. Foi barrado pelo ascensorista! A biba se emputeceu. Calhou de descermos por outro elevador. E cadê que o meu amigo quis sair do prédio? Queria tirar satisfação! Ficou lá no saguão, com pose bronquinha. Fiquei do lado de fora para ver o que rolaria, porque estou com o Lucrécio nesses momentos: "Suave, mari magno turbantibus aequora ventis e terra magnum alterius spectare laborem; non quia vexari quemquamst iucunda voluptas, sed quibus ipse malis careas quia cernere suavest." Não sou espectadora à toa. Assim que o ascensorista-marcado-para-morrer deu as caras, meu amigo gay se revelou cabra macho. Mostrou que a testosterona ainda fazia efeito. Não só bateu boca como ainda tentou bicar o ascensorista! (E digo "tentou" porque neguinho o segurou a tempo.)

Agora, vamos tirar três lições do barraco.

Antes de mais nada, a lição dos náufragos. É na hora do aperto que você se agarra ao que importa de verdade. Era o que diziam o Ortega e V. Frankl. Por mais que meu amigo desmunhecasse, na hora da verdade a macheza bruta era a tábua de salvação dele. Como já disse um sábio, soy loco pero no tonto.

As duas últimas lições têm a ver com o Heródoto e com o Aristóteles. Pela minha ilustração, você deve ter percebido que nem todos os emasculados são pacatos. Gente, mais de uma vez cheguei a presenciar a transformação mágica de uma gazela em onça ou coisa mais braba. A questão é se o homem é pamonha. Em linguagem técnica, se a parte irascível da alma está debilitada. Isso traz conseqüências negativas para a virtude da coragem. É nesse sentido que o Creso fez aquelas recomendações. Não é de graça que homem meigo, manhoso ou sensível demais leva reputação de flozô. (Até incluo na categoria aqueles caras que nunca sabem nada. "Onde estamos, querido?" "Ih, não sei." "O que vamos comer?" "Ih, sei lá." "Quer ver qual filme?" "Ah, vou pensar." É o famoso "inútil".) Agora, a última lição. Por que meu amigo boiola se emputeceu com o ascensorista? Há duas respostas entrelaçadas. Primeiro, honra ferida. O cara se sentiu ultrajado! Veja que uma parte nada pequena das confusões decorre do sentimento de injúria. Você reage para restaurar a honra alvitada. Porém há também a crise de outra virtude, temperança. Um cara corajoso mas destemperado é o que dá murro em ponta de faca. É louco. Você precisa de autocontrole. É o que falta a certos indivíduos rústicos na Barra, que dão pedradas nos ônibus que não param. Sei que é um porre quando o motorista finge que não nos viu. Eu mesma outro dia mostrei o dedo a um. Mas convenhamos que daí a atirar uma pedra no ônibus é descompasso demais. Na verdade, a temperança e a coragem devem estar em harmonia com outra parte da alma, a razão. Se você for uma pessoa razoável, não vai berrar nem dar pontapés num ascensorista porque ele não te levou para baixo. Nem vai arrancar os cabelos porque o ônibus não parou.

Friday, September 10, 2010

Problema

Preciso desabafar um negócio. O Lula tem sido um problema para mim na igreja. É no momento da oração após a bênção do Santíssimo Sacramento. Quando pedimos a Deus para que derrame bênçãos sobre o chefe da Nação e do Estado, sempre solto (quero dizer, penso) sem querer: "Mas pro Lula? Puta que pariu, haja milagre." Claro que durante o ato penitencial me redimo. Mas que tem sido um problema, tem. Para mim, para Deus e para todos nós, governados por aquele abestado.