Monday, November 01, 2010

Eleições

Ser petista é uma babaquice. Um nojo. Acontece que hoje meus sentimentos sofreram uma reviravolta. A perversão me abateu. Tive meus momentos de baixaria petista. Sorri com a mera possibilidade de destruição do PSDB.

Serra perdeu? Na verdade, nem me comovi. Nem as estrelas. Em especial aqui no Rio, o céu não deu a mínima. No primeiro turno, houve ainda a encenação de Votando na chuva. Dessa vez, o tempo era todinho cinza. Mas cá debaixo da lua, houve festa. Você deve estar pensando que me refiro a comemorações da vitória de Dilmão. Neca. Para uma alma suburbana, tudo é pretexto para churrasco. Nalgumas ruas suburbanas do Rio, o churrasco rolava solto (fui testemunha ocular). O problema é que festa sem bebida é como Papai Noel sem presente. Lei Seca, onde estavas?  Muito menos a vi na casa do meu tio. Mal pus os meus pés nº37 lá dentro, meu tio me veio com: "Quer uísque? Já experimentou?" Como (até onde sei) em privado ignorar a lei é lei, mandei ver! Me senti que nem os cristãos no Irã. Quem tiver entendimento, entenda.

Ao pensar em política nacional, o fantasma do Gibbon me sussurra: "The scramble for power and profit at Westminster or St. James's, and the names of Pitt and Fox, become less interesting to me than those of Caesar and Pompey." Um peido do Virgílio tem mais valor que o Dilmão (que por sinal anda querendo promover um Henotikon brasileiro, pelo que dizem). Ok, mas todo mundo é cagado por pombos. Por mais que a gente se arrume, todos estão sujeitos a um cocô aéreo. Imagina então uma chuva de merda (shitstorm). Por mais que a gente busque evitar, vai ser difícil não ser respingado. Então calha que sou obrigada a ouvir a voz de Rodrigo Maia e outros tais. Eis a política, e política brasileira em especial.

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