Thursday, May 13, 2010

Expressão bizarra

Antes de dormir, fui dar uma olhada no G1. Pra quê? Topo com a seguinte notícia: "Fiocruz lança mapa com dados sobre injustiça ambiental e saúde no Brasil". Mas hein? Eu já tinha ouvido falar em "crime ambiental". Injustiça ambiental é novidade para mim. Mesmo cheia de sono, aquela expressão bizarra me obrigou a uma rápida pesquisada no Google. Adivinha onde acabei parando? Site do PSTU (notícia de 2003). O título da notícia é: Universidade discute conceito de 'injustiça ambiental'. Faço questão de citar toda a notícia:

Começa a ganhar força nos meios acadêmicos e tribunais o conceito de “injustiça ambiental”, segundo o qual os efeitos nocivos de um desenvolvimento que desconsidera o meio ambiente são divididos de forma desigual entre ricos e pobres. É por isso que empreendimentos de mineração, redes elétricas, barragens e depósitos de lixo nunca ficam próximos de um centro financeiro ou de um bairro de classe média, explica um dos defensores desta idéia, o professor da UFRJ Henri Acselrad. A lógica do capitalismo divide cidades e regiões, bem como os riscos a que suas populações estão expostas, cada vez mais, segregando as classes sociais pobres.

O movimento contra a injustiça ambiental foi iniciado pela população negra norte-americana vítima de contaminação pelo lixo químico e pode constituir-se num elemento de mobilização da comunidade acadêmica, despertando-a contra essas tragédias anunciadas, a exemplo das enchentes. No Brasil, as enchentes são um dos focos do movimento, ao lado da preocupação com áreas de grilagem de terras e extração predatória feita por madeireiras e mineradoras.

O nível de erros e maluquices nessa notícia vai além da minha capacidade sonolenta atual de análise. Em menos de dez anos, essas idéias aloprados já se tornaram política pública. Ê laiá.


PS: Encontrei um site chamado Racismo Ambiental. Com a palavra, os editores do site: “Chamamos de Racismo Ambiental às injustiças sociais e ambientais que recaem de forma implacável sobre grupos étnicos vulnerabilizados e outras comunidades, discriminadas por sua origem ou cor”. "Injustiça ambiental", "racismo ambiental". Eu que não vou perder tempo analisando essa budega. Quero é ir para minha cama.

2 comments:

Adalberto Queiroz said...

A questão principal aqui é que "essa gente" quer transformar a linguagem em Arma, manipulando, tergiversando, trocando sinais e signos.
Abraços,
AQ.

Mário said...

Racismo ambiental? Essa é boa! Dá uma olhada nisso aqui (não que deva perder muito tempo):

Trecho da carta de uma certa Comissão de Jornalistas Pela Igualdade Racial:

"Porém, atualmente, os nossos principais desafios são: a sensibilização dos profissionais sobre a temática, especialmente os que estão no dia a dia das redações; a avaliação crítica quanto à existência do racismo e assédio moral nos locais de trabalho; além da conscientização sobre as consequências das expressões preconceituosas nos veículos de comunicação.
Devemos por questão de ética e respeito evitar os termos racistas. Dentre os exemplos que são propagados podemos citar: ‘lista negra’, ‘línguas negras’, ‘a coisa tá preta’, ‘buraco negro’ (sem conotação científica), ‘páginas negras da história’, ‘samba do crioulo doido’ e vários outros."

Parece piada, mas não é. Essa gente leva o ridículo muito a sério!

http://cojira-al.blogspot.com/2010/05/13-de-maio-carta-aos-jornalistas.html