Thursday, March 11, 2010

Haydn

Já ouvi boa parte das gravações do C. Hogwood das sinfonias do Haydn. 9 ou 10 volumes. Mas ouvi só para chorar no fim. Por que? Me contaram que a L'Oiseau-Lyre fez o favor de não completar a coleção! Verdade? Para cavoucar informações no santo Google, meus dedos preguiçam.

Catei uma(s) parte(s) da Sinfonia nº60 (Il distratto) no Youtube para você, na versão do Hogwood. Escuta só que beleza.



Aproveito para dizer o óbvio. Haydn faz parte da boa formação humana, ponto. Só depois de ouvir todo aquele porrolhão de sinfonias e quartetos de cordas (nem vou mencionar as sonatas, trios, missas e tal) é que você percebe que ali está a suma da psicologia humana. O homem era sábio demais, sem cair em pseudo-profundidades. Tudo termina bem na música do Haydn, sem cair em pieguices ou farofices. Impressionante como ele aproveitou o que havia de melhor da época. Sem contar a capacidade da música dele sempre nos surpreender. Todas essas coisas você já deve ter percebido de algum modo só naqueles últimos movimentos da Il distratto.

Em homenagem ao amanhecer (são 5h35, pô), o primeiro movimento do Quarteto de cordas op.76 nº4, conhecido como Aurora. Por sinal, essa foi a primeira música do Haydn que me cativou.

7 comments:

trombone com vara said...

Haydn me dá a sensação de que o homem encolheu. Parece que já fomos tãaoooooo grandes ! Haydn, Goethe, Mozart.

Bdelykleon said...

Esse quarteto em si bemol maior é uma das coisas mais lindas que já ouvi na vida, grande escolha Tanja. Em especial o primeiro movimento que começa dessa forma maravilhosa e termina de maneira ainda mais impressionante.

Mas se eu tivesse que escolher um momento de Haydn, escolheria um Lied com coro no Inverno das Estações, sozinho ele é lindo, mas dentro do contexto da obra é um momento impressionante, ainda mais por se tratar de uma das últimas coisas que Haydn compôs.

DD said...

Para quem estiver em São Paulo ou no Rio:

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Ajude-nos a divulgar essa mobilização!

Venha tomar um cafezinho pela sua liberdade!

betoqueiroz said...

Obrigado por compartilhar!
Fraternellement,
BetoQ.

Tanja said...

Bdely, a primeira vez que Haydn me "pegou" foi quando ouvi esse quarteto, a long time ago. :-) Eu AMO essa música!

Beto, agradeça primeiro ao Haydn mesmo. :-P

Eduardo Araújo said...

Olá, Tanja!

Dentre as surpresas de Haydn, ressalta-se a famosa "falsa reexposição".

Em vários desenvolvimentos, na forma sonata (confira, por exemplo, o 1º movimento da Sinfonia nº 102), o compositor "finge" retomar a exposição, criando no ouvinte a sensação de desenvolvimento concluído. Para grande surpres ... O desenvolvimento retorna com força total!

A propósito: também adoro esse quarteto (como todos os outros do op. 76), mas aproveito para chamar a atenção para as missas, que nos reservam também surpresas como a pequenina Orgelmesse.

E os oratórios, enfim. Haydn foi magistral em A Criação - aquela abertura, passando do caos (dó menor) para a luz (um "luminoso" dó maior) foi uma idéia originalíssima para a época e sem dúvida alguma há "ecos" seus numa certa quinta sinfonia de seu mais notável aluno.

Mas é bom conferir também o normamlmente eclipsado As Estações, que tem passagens memoráveis, além da citada pelo Bdelykleon.

O que ainda me é bastante desconhecido, no universo das obras do compositor, é a sua produção operística. Você conhece alguma ópera de Haydn, Tanja?

Eduardo Araújo said...

Minha cara e demais,

Escrevi empolgado, por isso sobraram alguns escorregões na digitação. Escusas.