Wednesday, January 13, 2010

Notícia (I)

Ah, as cagadas socialistas (perdão; proezas socialistas): "'O racionamento é em nível nacional e vai durar quatro horas a cada 48 horas', disse Javier Alvarado, presidente da Electricidad de Caracas, que foi nacionalizada em 2007 e antes pertencia à empresa norte-americana AES."

Veja. Nenhum gringo precisou enviar um porta-aviões para devastar a Venezuela. O próprio Chávez tem se encarregado do trabalho sujo. Deve ser agente da CIA.

Pior que ainda recorrem à macumba tecnológica: "No mês passado, Venezuela recrutou ajuda cubana para 'bombardear' as nuvens com químicos, numa tentativa de provocar chuva artificialmente sobre o maior reservatório do país e a principal fonte de energia, a represa Guri."

Se Cuba também é o paraíso na Terra, então São Pedro de repente dá uma forcinha.

Agora, nessa história toda há ainda duas boas lições. Como você já deve ter percebido, tenho andado obcecada com o fenômeno do ressentimento. As manifestações do Chávez são sempre típicas. Ele já arrumou dois culpados. Um foi o "
fenômeno meteorológico El Niño". O outro foi "o governo anterior", que "fez erros críticos ao construir a maior parte da infraestrutura energética do país sobre um rio que é afetado pela chuva." Um baita complô cósmico-social contra H. Chávez. Do cosmos, ele se vira com a macumba tecnológica. Dos inimigos sociais, ele se defende com a doutrina científica marxista, mais a bondade original dele mesmo. Dizer que a Venezuela tem sido governada por alguém que acredita mesmo em poder mágico não é loucura nenhuma. Se Honduras está atrasada do ponto de vista político cerca de 45 anos em relação a nós, a Venezuela está no mínimo 500 anos (considerando que aqui na América só havia civilização cosmológica). A outra lição é uma obviedade dita pelo Olavo. Numa aula há anos, ele disse assim: "Se você fizer uma revolução, você vai imediatamente voltar à idade da pedra! Você sabe o que é uma revolução? É retornar ao mesmo lugar. Olha o caso da Rússia. Os caras quiseram fazer uma revolução para avançar a sociedade e... retornaram ao canibalismo!" Estou citando de cabeça. Mas a lição é boa. A Venezuela já está começa a se embananar toda com a vida moderna. Eletricidade... Pra quê? Mas aí já estou voltando ao tema do ressentimento...

5 comments:

Luiz said...

[A outra lição é uma obviedade dita pelo Olavo. Numa aula há anos, ele disse assim: "Se você fizer uma revolução, você vai imediatamente voltar à idade da pedra! Você sabe o que é uma revolução? É retornar ao mesmo lugar. Olha o caso da Rússia. Os caras quiseram fazer uma revolução para avançar a sociedade e... retornaram ao canibalismo!"] Concordo plenamente com o Olavo. Já havia pensado sobre o assunto ( sem a propriedade e a profundidade do prof. Olavo, claro) e chegado à seguinte conclusão metafórica ( que eu nem sei se alguém chegou antes, mas, lá vai): os reformistas, para melhorar a sua casa (chame-o Sociedade, Estado, Nação, tanto faz agora), reformam-na, martelando o que o tempo corrompeu, deteriorou, mas sem quebrar as colunas da casa nem destruir tetos e paredes, pois a ideia é guiar-se pela "planta" original.
Já os revolucionários demolem a casa ( com quem estiver dentro, se precisar), põe tudo abaixo ( a parte boa e a ruim), afim de erguer seu palacete imaginado. Claro que os moraradores tem que esperar a obra de engenharia (social) ser finalizada ao relento.Então, se vai da casa ruim à rua.
Profundo, não?? :.}*

Luiz Renato said...

[A outra lição é uma obviedade dita pelo Olavo. Numa aula há anos, ele disse assim: "Se você fizer uma revolução, você vai imediatamente voltar à idade da pedra! Você sabe o que é uma revolução? É retornar ao mesmo lugar. Olha o caso da Rússia. Os caras quiseram fazer uma revolução para avançar a sociedade e... retornaram ao canibalismo!"] Concordo plenamente com o Olavo. Já havia pensado sobre o assunto ( sem a propriedade e a profundidade do prof. Olavo, claro) e chegado à seguinte conclusão metafórica ( que eu nem sei se alguém chegou antes, mas, lá vai): os reformistas, para melhorar a sua casa (chame-o Sociedade, Estado, Nação, tanto faz agora), reformam-na, martelando o que o tempo corrompeu, deteriorou, mas sem quebrar as colunas da casa nem destruir tetos e paredes, pois a ideia é guiar-se pela "planta" original.
Já os revolucionários demolem a casa ( com quem estiver dentro, se precisar), põe tudo abaixo ( a parte boa e a ruim), afim de erguer seu palacete imaginado. Claro que os moraradores tem que esperar a obra de engenharia (social) ser finalizada ao relento.Então, se vai da casa ruim à rua.
Profundo, não?? :.}*

Mr. Almost said...

Tanja,

Ok, confesso: neste e em textos seus como este sinto uma espécie de impotência para tecer comentários. Eu quero, mas não consigo. Que chatice! Veja só o que não havia de acontecer-me! Logo a mim, que desgraça! O facto, porém está aí mesmo à frente dos meus olhos: o seu raciocínio é demasiado rápido para a minha modesta compreensão e excessivamente etéreo para a minha pobre imaginação. Fico atordoado...

Em todo o caso comentarei que o Chávez não é a Venezuela e que o Olavo teceu afirmações engraçadas de se escutarem, mas que com a "obviedade" de serem afirmações jocosas, não podem ser levadas a sério.

trombone com vara said...

Vamos falar a real ? Socialismo ou Chavismo é questão de fé. Nada tem de racional. O cara é socialista porque ele crê. Ou seja, é todo o contrário do racionalismo que Marx pregava. Todo socialista de hoje é um orfão dos anos 70, um ser que se pensa racional mas que é feito de vãs ilusões e consolos futeis.
Racional é compreender que a vida é regida por competição. Cabe a sociedade frear a violência e redigir regras claras para esse jogo. Jogo onde todos querem vencer.
Chavez e Lula devem seu "sucesso" em certos meios ao fato de serem retratos perfeitos do machismo latino-americano. O cara se vê também carregando aquele isopor de cerveja.

Mr. Almost said...

Guria,

Você ficou aí a braços com uma turminha de pitaco,

que nem te conto.

Rsss...

(Simplifica, simplifica, ou... tira a faca da liga, tira! Mostra-lhes a lâmina, vai...)