Saturday, November 28, 2009

A Vidente

Amigo, pode reconhecer aí a minha vidência. Sim, senhor. Se antes fiz um post sobre a fraternidade comuno-macho-beijoqueira, um tempinho depois rolou essa história do Lula ter tentado "subjugar" (ê uso engraçado do termo) um cara numa prisão. Amor comunista. Desculpa ai, viu?

Preciso mudar o nome do blog. Seria melhor "A Vidente". Pena que terá nome de novela das seis.

Friday, November 27, 2009

Fraternidade comunista

Eles começam abolindo a diferença de classes. Depois abolem as diferenças entre homens e mulheres. No fim, chegamos à fraternidade entre os homens.


1968, a revolução do amor.


Brejnev e Honecker selando um pacto para lá de Varsóvia.

Wednesday, November 25, 2009

Breve e esotérico

Qual o problema de mulher ter cabelo curto e usar calça comprida? Masculinizam? Se confundiram você com homem, não tenho culpa. Pelo menos nunca pensaram que eu fosse de outro sexo.

Tuesday, November 24, 2009

Vídeos católicos

Nesse canal do Youtube. Uma porrada. Ao dono, obrigada.

É legal ver também o Pe. Pedro Nuñez.





Sunday, November 22, 2009

Gari aposentado

O post do Pedro me fez lembrar de uma passagem do livro Professor e universidade nos Estados Unidos, de Jacques Barzun:

Em outra ocasião, sentado num bonde junto de um chofer negro de meia-idade, tive a grata experiência de encontrar nele um excelente crítico shakespeariano. O homem estava lendo um exemplar dos Sonetos e, notando que eu também levava livros, pediu licença para saber da minha opinião a respeito de um verso que com freqüência o embaraçava. "Não lhe parece", disse ele, "que, no Soneto 23, o verso 'O, let my books be then the eloquence...' (...) deve ser 'O, let my looks...' [aspectos]?" Concordei e daí por diante passamos a conversar animadamente sobre nosso autor. (p.81)


Não importa se a interpretação foi boa ou não. O negócio é que o J. Barzun encontrou por acaso um po-pu-lar que gostava de Shakespeare. No Brasil, ele encontrá um gari (quero dizer, operador de limpeza urbana) PhD.

E olha que já tivemos um gari aposentado bastante culto.

Friday, November 20, 2009

Espírito da época

Ontem folheei (no Adobe; existe um termo mais próprio?) uma prova do Banco Central. O cargo? Não lembro. Talvez analista de alguma coisa. Eu imaginava o convencional. Português, matemática, algum conhecimento técnico... O que encontrei foram coisas como: "Observe este paralelepípedo reto-retangular. Qual das figuras abaixo corresponde ao paralelepípedo?" Em cada uma das cinco opções, uma imagem "desconstruída" do objeto geométrico. Havia também questões de lógica. O tipo de desafio que aparecia (ainda aparece?) no Segundo Caderno do O globo. Ou na revista Coquetel (dificuldade: cobrão). Bom saber que nossa economia está nas mãos de quem possui espírito lúdico.

Já ouvi falar que os autistas são bons em matemática e raciocínio lógico-abstrato. Serão mesmo? O filme O cubo (semi-clássico) parte dessa premissa. Um grupo se vê aprisionado numa armadilha mortal. Só é possível escapar se compreenderem a estrutura matemática dela. Como envolve contas complicadas, é difícil pra chuchu. Só uma pessoa sobrevive. Um autista (perdão, mentally handicapped). Logo, o mentally handicapped passaria tranqüilo para o Banco Central. A prova e o filme estão em sintonia. Ela só pode ser explicada por causa da manifestação do espírito absoluto na história. (Forrest Gump é outra manifetação. Se bem que o cara não é um autista. É retardado mesmo. Mas o sucesso do personagem (e do filme) também é sinal dos tempos.)

Outra manifestação da época? As gincanas de emprego. (Elas têm um outro nome mais elegante. Não lembro.) Não basta fazer a prova-Coquetel. É preciso desfilar como se fosse um modelo na passarela. Não pense que é retórica. Isso acontece. Nem duvido que seja possível avaliar condutas profissionais pelo método-passarela. Se é possível, então toda avaliação é possível. Assim, a questão é outra. Por que apostar todas as fichas em indícios e conjecturas indiretas? É como se avaliassem a sua capacidade profissional examinando as entranhas de um cabrito. (Não vejo motivo razoável para os avaliadores serem avaliados da mesma forma.)

Qual a relação entre tudo isso? Talvez o entretenimento ser levado a sério. Muito a sério. Tudo é uma questão de jogo. O seu futuro profissional pode depender um dia de como você se sairá numa dança das cadeiras. (Imagina se Luís XVI obrigasse os súditos dele a pular num pé só. Neguinho fez a Revolução Francesa por muito menos.)

Você pode pensar assim: "Ah, ela diz essas coisas porque está ressentida." Minha resposta poderia ser: "E por que esse ressentimento é de mão única? Vai saber se os animadores (perdão, avaliadores) não estão ressentidos com os métodos de avaliação tradicionais, sejá lá quais forem?" Acontece que nunca fiz concurso público (só vestibular). Nunca brinquei em entrevista de emprego. São apenas observações sobre o espírito da época. Sine ira et studio. Agora, tenho culpa se os métodos são... originais?

Espírito da época, ó pá.

Wednesday, November 18, 2009

José Jobson de A. Arruda

Arrumei um tempinho para passear na biblioteca. Topei com um calhamaço. A tese de doutorado de José Jobson de A. Arruda: O Brasil no comércio colonial (1796-1808): Contribuição ao estudo quantitativo da economia colonial. Fraquinha e sem um cavalheiro próximo, mal pude segurá-la. (Nem duvido que fui a primeira pessoa nesse milênio a erguê-la na biblioteca.) Do que li em três minutinhos, o quadro teórico parecia interessante. História quantitativa parece um porre, mas dá o maior barato. Esse negócio de transformar tudo em números e cruzar dados feito um condenado não é só uma coisa chique. É útil pra chuchu. Se você estiver chapado de marxismo então, as portas do paraíso parecerão arrombadas. Mas é sério. O quadro teórico (a julgar o pouquinho que deu para ler) a repeito de história quantitativa era interessante. Basta compará-lo com as explicações xaropes do Peter Burke em Escola dos Annales 1929-1989.

Deixei de ler para só folhear. Aí descobri o cheat code para transformar uma tese num calhamaço. Escreva só num lado da folha. Piche o trabalho com gráficos. (Numa história quantitativa ou serial, a exigência é óbvia.) Pronto. Você terá sua obra expandida. Se for um virtuose à la Chaunu, pode fazer uma tese de doutorado em trocentos volumes. Depois é esperar o dia em que só um halterofilista vai agüentar a sua obra. Pelo menos o trabalho vai chamar atenção.

Hip, Hip, Lupi

Alegria de pulíticu é fazer um puxadinho de estatística. Ora, vamos:

O ritmo de criação de empregos formais no Brasil deve dobrar em 2010, acompanhando a recuperação da atividade econômica, previu o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, nesta segunda-feira, 16, ao divulgar um resultado recorde para outubro.

Ele estima que em 2009 sejam geradas entre 1 milhão a 1,1 milhão de vagas líquidas com carteira assinada, número que deve subir para 2 milhões em 2010.

"A indústria vai crescer muito no próximo ano, mas (o setor de) serviços será o maior puxador de contratações, como tradicionalmente ocorre", afirmou Lupi a jornalistas.


Predições otimistas a partir de entranhas numéricas. O título (pomposo) da matéria é Emprego tem outubro recorde, Lupi vê 2 milhões de vagas em 2010. Tudo é muito belo. Mas veja esses dados pecaminosos:

O concurso para 1,4 mil vagas de gari da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) do Rio de Janeiro recebeu, até a terça-feira (20), 109.193 inscrições. Entre os inscritos, 45 afirmaram ter doutorado, 22 mestrado e 80 pós-graduação, segundo registros da Comlurb. As inscrições encerram na sexta-feira (23).


109.193 pessoas dispostas a caçar no lixo R$ 486,10 (44 horas semanais). O pior é que "a expectativa é de pelo menos 200 mil inscritos."(Eu mesma conheço gente que quis arriscar.)

Com recorde e 200 mil querendo ser gari? É lindo quando a realidade dá um puxão de orelha. Ou de repente é um surto inexplicável de vocações para lixeiro.

Monday, November 16, 2009

Exposição positivista do Rio de Janeiro III

Outro dia, me fizeram a gentileza de mostrar uma foto de um cara morto. Se fosse só a foto de um cara morto, até que daria para agüentar. O que não dá para agüentar é ver um cadáver num carrinho de supermercado. Ao redor, vários curiosos.

A cena era estúpida demais. Você sabe que gente não é coisa. Mas é como se esfregassem na sua cara: "Você está errado! As pessoas são coisas sim. Olha como tratamos esse cara!" O pior é que uma cena dessas não é rara. Certa vez, um pai desceu o morro com o filho num carrinho de supermercado. Outras vezes, é gente (ou o que sobrou) em porta-mala. Essas coisas não dão para agüentar. Mas de jeito nenhum. Por quê? Eu já disse. As pessoas não são coisas.

Isso é chocante por vários motivos. Eu queria salientar um. Entender que todos somos quem, não o quê, é fundamental. Você não chega para alguém assim: "O que é você?" O certo é: "Quem é você?" Só somos quem porque somos pessoa. Parece evidente, mas não é tão simples. Foi uma conquista histórica! Levou muito tempo para se entender que todos somos pessoas. A contribuição do cristianismo nesse ponto é fundamental. A dimensão pessoal de cada um é intocável. Deturpá-la ou negá-la é escandaloso. (O aborto é também intolerável pelo mesmo motivo. Por sinal, leia o maravilhoso artigo Uma visão antropológica do aborto, do Julián Marías. )

O mal-estar causada causado por aquela cena é um escândalo quádruplo. O mais óbvio é que ninguém merece algo assim. Mas você percebe também que vai contra todos os nossos valores básicos. É uma atitude pré-cristã. E que ela reflete uma dimensão obscura da nossa existência. É o problema do mal.

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As pessoas são mesmo trucidadas nas favelas. Com freqüência. É triste, mas somos obrigados a refletir a respeito.

Ninguém normal esquarteja ninguém. Óbvio. Mas esquartejar alguém vivo requer uma dose de crueldade extra. Olha o caso do Fernandinho Beira-Mar. Ele comandou por telefone o esquartejamento de alguém vivo. Os exemplos de brutalidade são muitos. Por que tanto ódio?

Uma explicação sócio-econômica não basta. Além do aspecto determinista, ela não basta para explicar um certo problema bem grave. Quem sente prazer ao matar é um desajustado, sem dúvida. Mas isso é constatar o óbvio. A questão é outra. O que está em jogo é o velho problema do mal. A encrenca está aqui.

Muitas explicações sobre o banditismo carioca partem de um pressuposto engraçado. É que consideram a maldade passível de explicação racional. Se a razão pode explicá-la, a razão pode transformá-la. Se você usar direitinho a razão, você encontrará a chave do enigma. O mal é (nesse caso específico) um problema social. Como problema social, basta fazer as modificações necessárias para melhorar o sujeito individual. Um bandidão se tornará um cidadão respeitável, desde que se saiba operar bem o mecanismo social. O negócio todo é que isso é muito abstrato. É lidar com esquemas mentais. O mal não é apenas um problema social. Ele tampouco é explicável. E muito menos é uma questão de falta de "iluminação". No fundo, o que está em jogo é o modo de lidar com o Pecado Original. É aqui que se torna patente como a discussão sobre o banditismo carioca é feita numa base cristã pervertida. A redenção do fulano bandido se dá pela ação de um divino agente social bem-intencionado (um sociólogo, um ongueiro, um psiquiatra, sei lá quem). O horror à pura intervenção violenta estatal (o"serviço de inteligência" da polícia é só mais um meio do aparato repressivo estatal) se explica pela crença (é mesmo questão de fé) de que a maldade pode ser consertada sim, graças à uma iluminação racional. A moda agora é "cidadania". Mas pode ser qualquer troço.

Vou me repetir (e resumir). Todas essas coisas revelam até que ponto o cristianismo se tornou algo estranho entre nós. Temos é uma versão gnóstica de cristianismo a serviço do povo. Os frutos dessa maluquice estão aí. Enquanto houver a pretensão de endireitar a natureza humana, as coisas só vão piorar.

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Se nazistas queimam um judeu, é porque são uns monstros, inimigos da humanidade. Se traficantes queimam uma vítima, é porque são uns coitados, crucificados pelo sistema.

Tuesday, November 10, 2009

Queda do muro de Berlim

No post anterior, indiquei a Declaração de Praga. (A propósito, você vai assinar quando?) Agora, começo com um trecho do Václav Klaus (um dos idealizadores da Declaração) sobre os 20 anos da queda do Muro de Berlim:

In the 1950’s the leading idea behind the European integration was to liberalize, to open-up, to remove barriers at the borders of individual European countries, to enable free movement of not only goods and services but of people and ideas around the European continent. It was a positive concept. It should continue and be promoted by all of those who have liberal (in European terminology), which means not statist or nationalistic, world-view or Weltanschaung.

The situation changed during the 1980´s and the decisive breakthrough was the Maastricht Treaty in December 1991. Integration had turned into unification, liberalization into centralization of decision making, into harmonization of rules and legislation, into the strengthening of European institutions at the expense of institutions in member states, into the enormous growth of democratic deficit, into post-democracy.


Por que é interessante? Justifico. Veja só as datas. Em 9/11/89, o muro caiu. Em 21/12/91, assinaram a dissolução da URSS. Legal, não? A liberdade parecia ter triunfado. Mas em 9/12/91, foram encerradas as últimas negociações para o Tratado de Maastricht. "Integration had turned into unification". Qual a relação entre as três datas? Com a palavra, sr. Vladimir Bukovsky (via The Brussels Journal):

In 1992 I had unprecedented access to Politburo and Central Committee secret documents which have been classified, and still are even now, for 30 years. These documents show very clearly that the whole idea of turning the European common market into a federal state was agreed between the left-wing parties of Europe and Moscow as a joint project which [Soviet leader Mikhail] Gorbachev in 1988-89 called our “common European home.”

The idea was very simple. It first came up in 1985-86, when the Italian Communists visited Gorbachev, followed by the German Social-Democrats. They all complained that the changes in the world, particularly after [British Prime Minister Margaret] Thatcher introduced privatisation and economic liberalisation, were threatening to wipe out the achievement (as they called it) of generations of Socialists and Social-Democrats – threatening to reverse it completely. Therefore the only way to withstand this onslaught of wild capitalism (as they called it) was to try to introduce the same socialist goals in all countries at once. Prior to that, the left-wing parties and the Soviet Union had opposed European integration very much because they perceived it as a means to block their socialist goals. From 1985 onwards they completely changed their view. The Soviets came to a conclusion and to an agreement with the left-wing parties that if they worked together they could hijack the whole European project and turn it upside down. Instead of an open market they would turn it into a federal state.

According to the [secret Soviet] documents, 1985-86 is the turning point. I have published most of these documents. You might even find them on the internet. But the conversations they had are really eye opening. For the first time you understand that there is a conspiracy – quite understandable for them, as they were trying to save their political hides. In the East the Soviets needed a change of relations with Europe because they were entering a protracted and very deep structural crisis; in the West the left-wing parties were afraid of being wiped out and losing their influence and prestige. So it was a conspiracy, quite openly made by them, agreed upon, and worked out.


E disse também Anatoliy Golitsyn:

The European Parliament might become an all-European socialist parliament with representation from the Soviet Union and Eastern Europe. 'Europe from the Atlantic to the Urals' would turn out to be a neutral, socialist Europe.

Outras pessoas têm feito análises semelhantes. Só que o Golitsyn impressiona mais, porque ele cantou a jogada com anos de antecedência. O Bukovsky apenas confirmou o que Golitsyn já havia dito. Mas o que deve ficar claro é que existe uma ligação entre a União Européia (como força política) e o projeto comunista. Isso exige uma análise da natureza do movimento comunista. Mas não vou fazer. Deixo a quem é mais sabido.

E o Muro? De novo, o Golitsyn disse com anos de antecedência:


"If 'liberalization' is successful and accepted by the West as genuine, it may well be followed by the apparent withdrawal of one or more communist countries from the Warsaw Pact to serve as the model of a 'neutral' socialist state for the whole of Europe to follow."

"If [liberalization] should be extended to East Germany, demolition of the Berlin Wall might even be contemplated."


Diante disso, não há alterntiva. Somos obrigados a reavaliar a importância da queda do Muro de Berlim. Por mais que a gente comemore o 9/11/09, a longo prazo já não dá para ser tão otimista. A vitória se transformou em melancolia. O jogo está virando. Para pior. No dia 3/11/09, um dos últimos opositores à União Européia foi vencido: "Vaclav Klaus, the Czech president, this afternoon signed the Lisbon treaty, finally completing the ratification process of the charter designed to transform Europe into a more unified and influential global player." A ameaça soviética foi trocada por um super-Estado europeu. Mas se o Golitsyn estiver certo, o super-Estado europeu é só parte do problema. No fundo, ainda há o comunismo.

A Declaração de Praga apareceu durante a luta do V. Klaus contra a assinatura do Tratado de Lisboa. Não foi à toa. Condenar o comunismo é um recado ao autoritarismo soft do projeto federalista europeu. Um é cria do outro. Acontece que o assunto não é apenas europeu. É nosso também. Os motivos são bastante óbvios. Apenas menciono o Foro de São Paulo (que o Olavo vem denunciando há muitos anos). Uma condenação total ao comunismo arruinaria o Foro. A questão é saber quando isso vai acontecer. Por enquanto, a marcha da criação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas Européias (URSSE) e da União das Repúblicas Socialistas da América Latina (URSAL) não vai parar.

URSS e URSSE/URSAL. Mestre e discípulo.

Monday, November 09, 2009

Prague Declaration on European Conscience and Communism

Condemn and teach about the crimes of Communism! Support the Prague Declaration.

Porque é um assunto nosso. (Ou para evitar que seja...)

Thursday, November 05, 2009

Duo seraphim

Youtube. Que beleza.



Duo Seraphim clamabant alter ad alterum:
Sanctus, sanctus, sanctus Dominus Deus Sabaoth;
plena est omnis terra gloria ejus.

Tres sunt, qui testimonium dant in coelo:
Pater, Verbum et Spiritus Sanctus;
et hic tres unum sunt.

Sanctus, sanctus, sanctus Dominus Deus Sabaoth;
plena est omnis terra gloria ejus.