Wednesday, January 21, 2009

Interlúdio filosófico

Mencionei "inclusão social" lá no post anterior. Você já reparou como existem termos que não significam nada? "Inclusão social" é um. Outros exemplos? "Distribuição de renda", "desigualdade social", "orientação de gênero", "desenvolvimento sustentável", "justiça/responsabilidade social", "padrão de vida", blábláblá. É legal ver senhores sisudos discutindo na televisão ou no rádio (isso quando não escrevem) coisas que não fazem referência a nenhuma realidade concreta. É mais legal ainda ver políticas governamentais (i.e., coisas que fazem com nossa grana sem nos dar muita satisfação e como se fosse um favor para gente) inspiradas nesse tipo de forrobodó. Tudo gira em torno dos efeitos das palavras. Parece até com as músicas do Djavan. É por isso que uma sociedade tem que ter poetas e filósofos decentes. Eles são autoridades (cuja raiz vem de augeo, augere, aumentar). Os primeiros expandem a língua, os segundos a meditam. O poeta funda o que o sábio desenvolve. Uns e outros expandem o nosso domínio sobre o mundo. Sem poetas decentes, a língua se empobrece. Sem sábios decentes, tudo perde sentido.

1 comment:

Jan Rech said...

Vou deixar um comentario aqui,ninguem ainda nao deixou..
Pronto,o comentario acabou hehehe

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