Esse lugar não é só ruim. Ele é inviável.
Nem uma sociedade maori era viável. O canibalismo e infanticídio rolavam soltos. Uma gente ótima:
Infanticide was also widely practised because tribes wanted men to be warriors, and mothers often killed their daughters by smothering them or pushing a finger through the soft tissue of the skull. The widespread practice of cannibalism was part of a post-battle rage. 'One of the arguments is really if you want to punish your enemy killing them is not enough. If you can chop them up and eat them and turn them into excrement that is the greatest humiliation you can impose on them,' says Moon. 'The amount of evidence is so overwhelming it would be unfair to pretend it didn't happen. It is too important to ignore.'
Veja. Os maoris eram uma gente que comia os inimigos só pelo prazer de transformá-los em merda. Isso sem contar o infanticídio. Êta povinho escroto.
Outros povos eram tão escrotos quanto. Como os maias:
'Archaeologists for a long time believed the ancient Maya to be gentle and peaceful people. We now know that Maya warfare was intense, chronic, and unresolvable, because limitations of food supply and transportation made it impossible for any Maya principality to unite the whole region in an empire, in the way the Aztecs and Incas united Central Mexico and the Andes, respectively….Captives were tortured in unpleasant ways depicted clearly on the monuments and murals (such as yanking fingers out of sockets, pulling out teeth, cutting off the lower jaw, trimming off the lips and fingertips, pulling out the fingernails, and driving a pin through the lips), culminating (sometimes several years later) in the sacrifice of the captive in other equally unpleasant ways (such as tying the captive up into a ball by binding the arms and legs together, then rolling the balled-up captive down the steep stone staircase of a temple).'
E os astecas:
The practice of human sacrifice was common not just in Mesoamerica but in South America and elsewhere. The motivation was to repay the debt to the gods. Among the Aztecs, after it had been cut out by an obsidian blade, the still beating heart would be held out in front of the victim and towards the sky. Eating pieces of the victim's body afterwards was not uncommon.
Um momento. Vira e mexe alguém diz: "Os povos pré-colombianos [astecas, maias, incas] eram sofisticados. Mais que os europeus." Você leu o tipo de sofisticação deles. Por essas e outras, sempre vale a pena lembrar de Santo Agostinho. Uma passagem célebre de A cidade de Deus:
Onde não há justiça, não pode haver direito, e nenhum povo, mas apenas uma multidão que não merece o nome de povo.
Não tinham povos nas Américas. Tinham aglomerados de gente. Dá vontade de ter uma camisa do Cortés e Pizarro.
Aconteceu no séc. XX um revival maia-asteca. Pelo menos na Alemanha. As crueldades dos nazis às vezes lembram os povos pré-colombianos. Veja o exemplo da Ilse "Filha do Capeta" Koch:
During World War 2 the infamous Ilse Koch was known as the Bitch of Buchenwald for her bestial cruelty and sadistic behavior. She was the wife of Karl Koch, the Kommandant of Buchenwald, and struck fear into the inmates daily. She was especially fond of riding her horse through the camp, whipping any prisoner who attracted her attention. Her hobby was collecting lampshades, book covers, and gloves made from the skins of specially murdered concentration camp inmates, and shrunken human skulls.
A própria I. Koch se achava parecida com alguém das tribos canibais do sul:
'It is more interesting that Frau Koch had a lady's handbag made out of the same material. She was just as proud of it as a South Sea island woman would have been about her cannibal trophies.'
Não que os nazis tenham sido os únicos a adotar o estilo maia-asteca de governar. A URSS, Cuba, China e outros países comunas foram até piores. O livro negro do comunismo está repleto de fatos terríveis.
Perto dessas baixarias, a Inquisição não passava de uma reunião da Tiara Tea Society.
O Brasil pode estar cheio de escrotidões. Ok. Mas caraca! Compara com certos lugares. Uns países parecem filmes policiais de baixo orçamento. Outros parecem coisa do H.P. Lovecraft. (Tem país tão estranho que dá até para desconfiar que está cheio de zumbis, harpias, goblins, essa coisa toda.) O Brasil não chegou a esse ponto. Ainda.
50 mil homicídios por ano no Brasil. Bem que isso nos faz "uma multidão que não merece o nome de povo". Quem anda tranqüilo na rua? A coisa anda tão feia que às vezes, quando somos roubados, tem quem diga que a culpa é nossa. "Ah, ela fica andando com celular, bem feito". Daqui a pouco, só de a gente ter dois braços e duas pernas vai ser motivo de roubo.
Vale discutir o valor da liberdade numa situação dessas? Tenho um blog chamado Conversas Bizantinas. Mas uma discussão dessas é que parece bizantina! É como debater as contribuições de Ulpiano enquanto Alarico saqueia Roma. Não dá! E por falar em romano, as palavras imortais do Cícero: "Mais vale morrer mil vezes do que não poder andar na própria cidade sem a escolta de gente armada."
É uma situação deprimente.
Se é para discutir alguma coisa, acho melhor o seguinte: é possível haver liberdade em meio ao vício? Não é uma questão beata. É um problema sério. Antes de pensar na liberdade, a gente precisa pensar na justiça.
A justiça ainda é norma no Brasil. Ainda dá para apelar à ordem. Olha o caso das bizarrices dos maoris, maias, astecas, nazis e comunistas. A justiça não valeria nada para eles. A mesma coisa naquelas buracos onde se acha bonito mandar foguetes na cabeça dos outros. A situação está feia? Está. Mas existe ainda a possibilidade de justiça.
A criminalidade é a escrotice que mais dói.
Uma historinha real para fechar a conta. Uma amiga procurava onde morar. Foi ver uma casa no Catumbi (um lugar esquisito aqui no Rio). Estava baratinha. Ela perguntou a um cara que morava ao lado:
- Moço, essa casa tá a venda?
- Tá sim.
- Aqui é tranqüilo?
- Se a senhora acha que tiroteio é tranqüilo, todo dia aqui é muito tranqüilo. A senhora não vê jornal? Aqui aparece todo dia!
Ela não quis saber mais de Catumbi nenhum.
