Thursday, October 09, 2008

Tempestade e sol

O PT levou uns 20 anos para chegar à presidência. A esquerda levou uns 30 anos para se firmar no poder. A militância esquerdista vem de uns 80 anos atrás.

Eles não vão abandonar fácil o poder.

O Olavo vive dizendo que a direita foi destruída. Que devemos refazê-la. Que só mais tarde ela terá frutos na política.

Um exercício. Tome as informações acima e responda quando a direita chegará ao poder. Eu chutaria entre 2075 e 2110. Se o mundo ainda existir, claro.

Mas o negócio é ouvir Queen! É uma das bandas que mais gosto. Original (às vezes não, porque é preciso botar comida na geladeira), divertida (ou burlesca?) e com grandes músicos (mas a voz do F. Mercury é superestimada). Todos os shows eram fantásticos!

O vídeo a seguir é de um show em 79, Japão. Músicas: We will rock you e Let me entertain you. Excelentes! Uma pena a qualidade do som estar meia-boca. Agora, e o visual sado-masô-oficial-SS do F. Mercury? Até que está elegante perto do ele costumava usar... (Na década de 80 eles começaram a ter um visual mais decente. Uma pena. A extravagância fazia parte.)



Tenho que colocar mais uma música! Que tal Ogre battle? O som está uma beleza.



Para fechar, Liar. É do primeiro álbum. Às vezes acho que ele é meio datado. Não sei. Mas gosto bastante dele. (Essa versão é de estúdio).

5 comments:

R. B. Canônico said...

Olá, Tanja.

Não seria tão pessimista quanto à 'direita' chegar ao poder. Quer dizer, o povo brasileiro é conservador: vá para o interior que vc descubrirá até onde chega a popularidade de coisas que estão na cartilha esquerdista, como Parada Gay, Ecochatismo, MST... apesar de tudo, mesmo o mais esquerdista dos brasileiros é um 'reaça' em seu foro ínitmo hehehe. Quer dizer, o cara quer liberar as drogas, mas não vai deixar seu filho usar de jeito nenhum; quer deixar que abortem, mas ai se sua filha pensar em abortar... e isso tudo talvez seja um 'atalho' para que esse 'drama' que vivemos acabe. S[o não sei como salvar as universidades.

Em tempo, Queen é ótimo, gosto bastante. Só não me animei a ir ver o tal do "quase" Queen ao vivo.

E, ah, gostaria de colocar seu blog na lista de links que há no meu, porque isso aqui realmente é muito bom!

Até mais!

Tanja Krämer said...

O problema é quando as opções estrangulam as pessoas! Olha o caso do PFL. Quis virar DEM porque direita é mais feia que centro... Que força política relevante sobrou na direita? Você fica sem representantes. Posso até achar esse ou aquele político menos pior. Agora, cadê um partido para me representadar?

E veja que estamos aqui pressupondo uma democracia normal. A vontade popular não é entendida do mesmo jeito numa tirania (ou "democracia socialista"). Nem numa república de burocratas. Tenho certeza que a maior parte dos paulistas deve achar a Parada Gay um troço babaca. Não obstante, contornaram a vontade popular. É que nem na Inglaterra. Acho que são poucos os que querem se tornar muçulmanos. Não obstante, passaram uma lei aprovando o uso da sharia em determinadas situações. Não é bizarro?

Compara com a expansão do cristianismo. Ele não se expandiu primeiro no interior (o pagus). Ele se consolidou nas cidades, depois nos campos. Acontecia uma coisa análoga entre os bárbaros. Os reis se convertiam, depois o povão.

Mesmo nas universidades, os comunas fanáticos são minoria. Agora, eles ocupam postos-chave. Acontece a mesma coisa na sociedade inteira.

Queen é bom demais! Também não me interessei por essa versão recauchutada. O Mercury era *O* cara. :-)

Pô, obrigada! E nem precisava pedir. :-)

Tanja Krämer said...

Acredita que já critiquei um post seu? Eu sabia que já tinha visto seu nome! Aqui a minha crítica, ó: http://aespectadora.blogspot.com/2008/05/leite-derramado.html

Depois dessa, se não quiser botar um link, vou entender. :-P

R. B. Canônico said...

Excelente, Tanja!

Claro que vou colocar o link lá, meus amigos precisam ler textos inteligentes, e seu blog é espetacular!

Quanto à 'crítica', acho que faltou um pouco (ou 'um muito'? hahaha) de clareza naquele post. Eu quis criticar o papel de educador atribuido ao Estado, apesar de considerar que no contexto atual a existencia de um ensino publico possa ser util às famílias, contanto que se respeite a librdade dessas e, principalmente, o Principio da Subsidiaridade. Qur dizer, a utilidade do ensino publico estaria para uma familia em que, pr necessidade, os pais trabalhem e não tenham a minima condição de dar uma educação, como falar, 'técnica', das 'ciências'... muito embora a educação moral, da vontade e desenvlvimento das virtudes, deva ser tarefa *exclusiva* da familia independente da circunstância. Apesar de tudo, o Estado não é contingente, muito embora sua hipertrofia seja hehehehe. Enfim, se vc quiser trocar alguma idéia sobre o tema, é só mandar um email para mim: sinta-se à vontade! E pode ficar tranquila em descer o sarrafo no que eu escrevo! :)

Até mais!

Tanja Krämer said...

Hipertrofia. Gostei. :-D