Thursday, July 03, 2008

Bebês politicamente incorretos

Veja o perigo macabro por que passou o bebê da foto abaixo. Ele poderia se machucar feio com essas argolas de borracha. Espero que o ministro da Saúde tome as devidas providências.




Outro caso medonho:




E esse da foto abaixo? Tanta gente sem terra ou sem ter o que comer... e ele esbanjando comida! Onde o mundo vai parar?


8 comments:

Anonymous said...

Esse bb azul parece um teletubbie rsrsrs =)

bjs!

Margarida

Naej Hcer said...

uhehehehe quantos bebes fofo... menina lesco lesco ta com vontade de ter bebes eh?? hehe bjaoo

Anonymous said...

Nada a ver com bebês. Acabei finalmente O Homem Sem Qualidades. Impressionante. Você entendeu alguma coisa daquela dissertação sobre os "sentimentos" do nosso herói? Se entendeu, por favor manda um post explicando. E aquela história de que, numa versão B, a Clarisse enlouquece (faz sentido) e o nosso par Ágatha/Ulrich consome o incesto?

Boa semana.

NO

Anonymous said...

Oi, Tanja

Boa a ironia desse post! :-)

Lendo um texto seu há um tempo atrás, vi que você disse que o livro "A história da educação pública", do Lorenzo Luzuriaga era um livro meia boca. Poderia me dizer por que achou isso? Ele é um autor recomendável para se estudar educação? Tenho muita curiosidade sobre esse estudo e gostaria de sua opinião e recomendações.

Abração
Carla Cristina

Tanja Krämer said...

Oi gente. Foi mal aí pelo atraso. Tenho andado mais enrolada que de costume.

Jean: O problema é que não sei se eles vão me querer. :P Está fazendo calor aí? Aqui está o maior frio.

NO: Gostou do livro? Acho fantástico. Mas essa parte não me lembro direito. Vou reler esse capítulo. O problema é que não consigo levar a sério as reflexões do Ulrich. Sempre acho que ele está é de sacanagem. :-) Não acha que faz sentido também o incesto? Pelo menos da parte do Ulrich. :-) Para mim, a Clarisse já era maluca. Eu queria saber em que sentido ela ficaria ainda mais lelé. Coitado do marido dela. Boa semana (atrasada) para você!

Carla Cristina: O Luzuriaga diz logo no começo que não pretende fazer uma análise das idéias pedagógicas. Ele pretende descrever apenas como surgiu a educação pública e como ela se desenvolveu nos principais países (ele disse que escreveria depois um livro sobre esse assunto na América Latina). Acho essa pretensão contraditória. Ele mesmo acaba tendo que descrever algumas idéias pedagógicas. Você não pode escrever uma história da educação pública sem indicar o que nego entendia como "educação" e "pública". Ele só dá algumas indicações a respeito. É tudo meio pobre. Outra coisa. Esse negócio de dizer que a educação preconizada pelo Lutero era voltada para a formação da burguesia (sic) é estranhérrimo. Ele faz a dobradinha burguesia-classe dirigente. Como assim burguesia como classe dirigente na Alemanha do séc. XVI? De onde ele tirou isso? O pior é que ele dá esse dado como óbvio. Se ele quer fazer uma ligação breve entre a educação pública e a sociedade, que pelo menos não tome certas idéias esquisitas como óbvias. Também não acho muito correto afirmar que a educação mantida, criada e dirigida por autoridades estatais é um fenômeno moderno. Lá pelo fim da Idade Média (séc. XIII e XIV) havia educação palaciana e faculdades criadas por monarcas. Isso não era sinônimo de educação universal, mas estou me referindo à intervenção de autoridades estatais. Mais tarde, essa intervenção acabou repercutindo na formação dos pimpolhos, ou seja, na educação num nível mais baixo. E olha que estamos falando só do mundo ocidental! Não sei como as coisas se davam no Império Otomano ou na China. Em ambos havia também um processo de educação bem vasto.

Acho que qualquer história da educação desse tipo tem que levar em conta que a expansão do ensino foi acompanhada pela expansão do Estado. Isso merece atenção.

Indicações: se você quer ler sobre educação, sugiro o "A history of classical scholarship", do Sandys. Não sei se existe em português. É meio velhinho. Mas é pau para toda a obra. É um estudo erudito sobre a alta educação. 3 volumões. Ele pega a educação ocidental desde o séc. VI a.C. até o século passado. Se quiser estudar a educação universitária medieval, existem os livros do Jacques Verger. Ele é especialista no assunto. Conheço dois: "Les universités au Moyen Age" (tenho quase certeza que tem em português) e "Les gens de savoir dans l'Europe de la fin du Moyen Age", que foi traduzido, se não me engano, como "Homens e saber na Idade Média". O Gilson também tem bons trechos sobre isso no clássico "A filosofia na Idade Média". Bem, "Os intelectuais na Idade Média", do Le Goff, é bastante famoso. Vale a pena ler, mesmo não sendo tão bom quanto esses outros. Na Antigüidade, existe o livro do Marrou, "L'histoire de l'éducation dans l'Antiquité" (tem em português). Um mais complicado e clássico é o "Paidéia: a formação do homem grego", do Jaeger. Ele trata mais do ideal de formação humana dos gregos, o que é fundamental para entender a educação antiga e até posterior.

Também sugiro o "Disdacálicon", do Hugo de São Vítor. Um livrinho fantástico. É dirigido a estudantes medievais. Mas qualquer um pode ler com aproveito. Não é uma história da educação, mas dicas de como estudar. Se você gosta também desse assunto, vai gostar do "Como ler um livro", do M. Adler. Dizem que "A vida intelectual" do padre Sertillanges é maravilhoso. Nunca li.

Beijos para todos! Agora preciso dormir. :P

Tanja Krämer said...

Margarida: Caraca, já ia me esquecendo de você. :p Pô, teletubbie é judiação com o bichinho. :-)

Anonymous said...

Tanja
Muito obrigada pelas informações!
Abraços
Carla

Tanja said...

Carla, hoje lembrei de dois livros que já me recomendaram muito. O que pega é que não li nenhum. Mas os autores são confiáveis. Por coincidência, dois grandes católicos. Um é o Jean Guitton. Ouvi falar muito bem do "A arte de viver e pensar". (Se alguém já leu este livro, se manifeste.) O outro é o Leonel Franca. Dizem que é muito legal "O método pedagógico dos jesuítas". (Again, se manifeste quem já leu.) O Leonel Franca era um padre porreta. (Ah, lembrei de um que não tem nada a ver com educação. Também é do Leonel Franca. Se chama "A psicologia da fé". Esse pelo menos já li. =) É muito, muito bom.)

Beijos!