Wednesday, April 02, 2008

Beato estatal ou santarrão totalitário

Só hoje me dei conta da existência de um novo tipo de gente. É o beato estatal ou santarrão totalitário. É o iluminado que se acha na missão de punir, usando o Estado, tudo o que for "degradante para o cidadão".

Pensei nisso ao assistir hoje a um programa que falava sobre o processo que a Furacão 2000 tomou nas costas.

Em 2003, o beato estatal Paulo Gilberto Cogo Leivas era procurador regional dos direitos do cidadão. Não sei o que significa esse cargo. Exceto que só poderia vir merda de um negócio com esse nome. Ele resolveu processar a Furacão 2000 porque "esse tipo de música [aquela do tapinha que não não dói] ofende não só a dignidade das mulheres que se comportam de acordo com o descrito em suas letras, mas toda e qualquer mulher, por incentivar à violência, tornarem-na justificável e reproduzirem o estigma de inferioridade ou subordinação em relação ao homem". Outro beato, o juiz substituto Adriano Vitalino dos Santos, da 7ª Vara Federal de Porto Alegre, achou isso tudo muito lindo. Condenou a Furacão 2000. Vão ter que pagar R$500 mil. O prejuízo talvez chegue a R$1 milhão.

Não gosto da letra, não suporto funk, blá bla blá. Mas daí a achar que o Estado tem o dever de vigiar pela minha dignidade... pera lá! Não preciso do Estado-babá cuidando da minha honra. Não é essa música que é ofensiva à minha dignidade. Ofensiva é a presunção desses dois santarrões totalitários. Porque: 1) acham que podem usar o Estado para sua cruzada; 2) me consideram uma criatura mocoronga que necessita da proteção do Estado-babá, disfarçado de Estado-cavalheiro.

Esses coroinhas governamentais são mesmo um saco.

1 comment:

Evelyn Mayer de Almeida said...

Ai, Deus meu!

Por que não vão usar do cargo que têm pra fazer ago que preste?
Jesus amado! É cada coisa que a gente tem que ler, né?
Não sei se vc viu em meu blog um texto que escrevi sobre uma lei que querem fazer para tirar o dia da padroeira do Brasil e criar no lugar o dia do evangélico :-s

Pensar em cuidar das vidas ninguém faz... Ai, estes tapinhas doem...