Thursday, January 03, 2008

Brevidade

As rosas pétalas embriagadas na passagem sussurram o pesado desleixo da beleza. Por violência retiradas de sua mais bela vida, caem e jazem. A passagem se converte em ruína melancólica do que outrora foi vivo e exuberante. As árvores, tronco das rosas pétalas, somente observam seus frutos estirados no solo. Consentem ao passo do vento. Gemem. Como essas gigantes assistem assim aos pisões que suas rebentas sofrem, rosas pétalas?

Não posso deixar de acolhê-las em minhas mãos. Desejo oferecê-las como pequeno tributo àquele para quem criei um santuário no meu coração e venero todos os dias. É o último recurso do que ainda resta de sua beleza, servir como adorno do meu amor. Mas o amor também é fugaz.

É razão deste baixo mundo a erva morrer e cair sua flor. Poetas, a beleza é um frágil sussurro...

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