Thursday, December 27, 2007

Help

Situação:

Você tem uns 50 contos. Só pode escolher um dos itens abaixo:

1) Teatro completo de Shakespeare, tradução do Carlos Alberto Nunes (acho);
2) Do amanhecer à decadência, Jacques Barzun;
3) Les pères de l’Église, do Drobner, tradução francesa do original alemão.

Considerações:

a) Você adora estudos sobre Igreja; não tem nenhum livro sobre patrística; esse do Drobner é um manual de mais de 600 páginas;
b) Há tempos você vem querendo o diacho do livro do Barzun;
c) Shakespeare, bem, é Shakespeare, mesmo através do Nunes; está barato (dá para desconfiar);
d) Você não sabe quando terá oportunidade de comprar qualquer um deles de novo;
e) Você tem pouco tempo para se decidir.

Ay, caramba! Que fazer?

(Que fim terá esse drama de fim de ano? Qual deles a Espectadora escolherá? Haverá alguma reviravolta dramática? O ano que vem trará a resposta; paciência!)

15 comments:

Anonymous said...

Será que você também lê comentários sobre posts antigos? E então, qual livro foi finalmente comprado?

NO

Tanja Krämer said...

Fui de Barzun. Mas acredita que ainda não o li? Uma enxurrada de outras coisas vem me impedido. Agora, será que você lê respostas a comentários em posts antigos? =)

Anonymous said...

Rá !!!

Só estava tentando me lembrar onde estava o post original.

Falando em posts antigos, muito bons os seus. Atualidades, arte, religião, com uma pitada de assuntos pessoais. O Diário Sobre Nada é ótimo. Ri muito. Mas lasanha e pizza no mesmo dia é pesado, heim.

Você deve ser uma figura.

NO.

Anonymous said...

Uma figura notívaga, pelo jeito.

Gostei também de sua apresentação.

Um dia eu faço uma também, nesse estilo elegante e charmoso mostra-e-esconde.

NO.

Anonymous said...

Semana passada, à falta de posts novos, acabei gastando o tempo lendo os antigos.

Alguns destaques absolutos. O post sobre Olavo de Carvalho, e suas aventuras no circuito trash do Rio. Excepcionais. E, sim, suas poesias são boas.

Leio sempre você, o Pedro e o Julio Lemos. Pelo menos você e o Julio Lemos devem ser mais novos do que eu. Eu fico impressionado com a qualidade dos textos, com a originalidade dos temas e das abordagens. É um barato. Eu teria gostado de ter tantas e tão boas idéias - eu até as tenho em quantidade razoável, e muitas delas absolutamente originais (pelo menos eu me dou ao luxo de achar). Mas nada que se compare a vocês, e olha que eu me considerava o sabichão da praça.

Não que vocês constituam uma unidade, e são evidentes as diferenças. Mas são todos daqui do Rio, mais ou menos da mesma geração. É provável que já tenhamos nos esbarrado por aí, mesmo que eu nunca tenha ido a eventos punk. Ainda que unilateralmente, eu, leitor fiel, me considero bastante próximo de vocês. Contudo, minha vocação de comentarista está mais presente aqui. Os outros são mais sisudos e eu me intimido (de timidez) um pouco. Fico mais à vontade de escrever bobagens por aqui - azar o seu !!

Digo isso justamente porque eu ainda não tinha lido seus posts antigos com a devida atenção, e fiquei realmente encantado. Discordo de uma vírgula aqui ou ali, mas mesmo que discordasse mais não teria como não elogiar. Seus interesses são interessantíssimos, e você escreve muito bem, além de ter ótimo senso de humor. Muita (aparentemente muita mesmo) seriedade nas questões mais importantes.

Você não pediu, mas eu me apresento também, sei lá se você começa a achar que eu sou um lunático obsecado. Não há nada de erudito no nome que meus pais escolheram, Nicolau, somente uma apreciação estética mesmo, para minha desgraça no colégio já que o nome serve para as mesmas rimas infames utilizadas com "bacalhau" que as torcidas adversárias cantam a propósito do Vasco. Hoje estou acostumado, e acho bonito - o meu nome, não as rimas. O sobrenome, Olivieri, dá uma idéia italiana interessante, mas meu antepassado aportou na Bahia ainda no século XIX, há muito tempo atrás, casou-se com uma bahiana rica e todo o italianismo, assim como a riqueza, ficaram para trás, perdidos numa plantação de cacau perto de Ilhéus.

Filmes favoritos. Incluiria na sua lista Os Saltimbancos Trapalhões, Os Trapalhões e a Mina do Rio Salomão, Falcão Maltês, O Morro dos Ventos Uivantes, Era uma Vez no Oeste, Shane, Os Imperdoáveis, Jack Grandão (meninas não gostam mesmo de Western, não é?), Festa de Babete, Guerra nas Estrelas, Sonhos, Kung Fu Panda, Procurando Nemo, Mo Better Blues, todos do série Bourne, todos da série Duro de Matar. Acho que é mais o menos isso. Tenho a capacidade de assistir qualquer filme que tenha nave espacial, herança dos meus tempos de Isaac Asimov. Ah, sim, também incluo Sobre Meninos e Lobos.

Musicas. Mantém os clássicos, acrescentando Pergolesi, Dvorjak e Berlioz. Incluo Verdi e Rossini. Não conheço nada de Rancid e Melincollin. Excluo (lembre-se que essa é a minha lista) Metallica e a galera mais pesada. Incluo dezenas de jazzistas, com destaque para a Lionel Hampton, Benny Goodman, Louis Armstrong, as Big Bands da década de 20 e 30 e o mainstream do Jazz (que, pelo jeito, você deve achar um saco - paciência). Mas não incluo os experimentalistas do tipo Ornette Coleman. Incluo Robin Gibb, Jacksons Five, The Go-Gos e muitos outros da mesma década. Mantém Queen, Siouxsie, Clash e Madredeus. Musa: Cecilia Bartolli.

Livros. Mais ou menos os seus. Mas onde estão os russos? Tem que colocar Tolstoi, Dostoievski, Thechov, Turgeniev. Sem contar Balzac, Zola, Hugo, Dickens, Proust, Thomas Mann. Incluo também Dante, Camões e Cervantes. Incluo José de Alencar, Raul Pompéia, Alvarez de Azevedo, Machado, Lima Barreto. Incluo - com distinção - Gilberto Freyre de Casa Grande & Senzala e de Sobrados & Mucambos. E incluo P D James, Dennis Lehane e Garcia-Rosa.

Adoro livros enormes que me consomem meses e meses. Chego a salivar quando começo um bom.

Sou imbatível em vídeo-games de corrida de carro (no teclado - nada de volantes). Eu sei, é um troço meio demodé, mas não tem para ninguém. Interesse especial em pintura, especialmente os paisagistas do século XVIII e XIX, e também os Expressionistas Abstratos americanos (mais ou menos como você gosta de Metallica). Seria muito bom se eu pudesse fazer um fogueira com todos os quadros de Salvador Dalí.

Meus filhos (ainda pequenos) foram a melhor coisa que me aconteceu na vida. O mais velho é especial (antigamente se dizia excepcional).

Trabalho muito. Spinning uma ou duas vezes na semana, junto com aula de abdominal, sim senhora. Todo domingo, às sete e meia da manhã, estou na Lagoa para correr meus 9 quilômetros. Apesar disso, 1 maço de Malborão por dia. Família, amigos, um bom restaurante, jazz, uma boa ária, acordar e ler um bom blog, são as melhores coisas. Paris, Praga, Roma e Lisboa são os destinos certos das férias - em outubro estarei lá.

Desculpe pelo ataque de narcisismo. Mas confesso que gostei de me apresentar. Acho que ficou legal.

Abraços

NO.

Anonymous said...

É obcecado. Faltei a essa aula na escola.

Tanja Krämer said...

Olha, só estou escrevendo para dizer que li tudo. Depois comento o seu comentário. =)

Tanja Krämer said...

Pô, que bom que gostou do que leu! Não precisa concordar com tudo, né? Obrigada! E tenho que agradecer ainda mais por você sempre aparecer por aqui. Agora, chama aquilo de poesia não. Está mais para um bando de frases separadas pelo botão "enter". =)

Vou dizer um negócio pra você. No fundo, no fundo, esse blog está bem naquele espírito punk do "do it yourself". Acho que tenho alguma coisa interessante a dizer. Se eu não achasse, não escreveria porcaria nenhuma. Pode parecer pretensioso. Mas olha, tem muita revista bem mais pretensiosa por aí e que não está à altura do que se propõe. (Por causa do "do it yourself", esse blog também acaba parecendo a casa da mãe Joana. Quer saber? Acho bom demais! =)) De repente você podia abrir um blog também. Não podemos continuar vivendo sem suas sacações geniais! :-P

Olha, já reparei em três coisas nos blogs que mais costumo ler: 1) são de gente nova; 2) de gente preocupada com educação e cultura; 3) a forma de se expressar é quase sempre leve, natural. Podem ser indícios do que várias pessoas desejam numa publicação.

Você era muito sacaneado na escola por causa da rima com Nicolau? O que acha de Tanja? Meu nome pode até não rimar com nada. Mas é normal pronunciarem errado. Aí vem sempre aquela cara de "meu-deus-que-nome-bizarro". Também... quantas pessoas vão sacar que o j tem som de i? :-) Já detestei essa grafia. Hoje acho legal. Agora, só não me conformo com meu sobrenome. Sou Kraemer. Mas acho mais legal escrever Krämer. Então Krämer é versão artística de Kraemer. :-)

O seu sobrenome não me é estranho... Acho que já conheci um Olivieri.

Aqui no blog tem dois links para rádios que tocam música dos anos 20 e 30. Um é o "Old Farts Radio". É de jazz. O outro é o "Hanks Ballroom", que toca também outras músicas de época. Pode ser que você curta. (Eu detestava jazz. Hoje até acho legal. Só não conheço nada. :-))

Vou falar mais de mim também. :-)

Pô, não botei nenhum russo na lista mesmo. Omissão. Mas também, se eu colocasse tudo que eu gosto, ferrou. :-) Tenho uma quedinha por literatura fantástica, tipo Chamisso, Kleist ou Hoffmann. Não sou xiita. Leio muitas outras coisas. Mas tenho uma certa tendência de ler prosa um pouco como poesia. Gosto de expressões bonitas e/ou diferentes. A diferença é que na prosa o sentido é mais claro e menos "concentrado". Por isso que adorei o "Afinidades eletivas", mesmo a história sendo chatinha.

Video-games. Como eu era viciada. Hoje não sou mais. Se bem que tenho algumas recaídas. :-) Meu negócio era mais jogos de plataforma tipo Mario e Alex Kidd. Mas jogava (e jogo) outras coisas também. (Jogos de corrida. Conhece Top Gear? Super Monaco GP? Cruise USA? Need for Speed? Super Mario Kart? Road Rash?)

Adoro música. Escuto coisa pra cacete. Pode ser erudita, regional, rock... Pô, gosto da C. Bartolli também. Tenho até um ou dois cds dela. No Youtube tem um vídeo dela cantando uma ária do Vivaldi. Parece uma louca. Mas é muito legal. :-)

Caraca, exercício é muito chato! Respeito, mas tô fora. :-) Acho legal correr e andar de bicicleta. Faz muito tempo que não faço ambos. Prefiro fumar. =)

O Comentarista said...

Top Gear e Need for Speed joguei muito. Depois eu volto.

O Comentarista said...

E você que nunca pensou que essa vida de blogueira ia render alguma coisa, heim?

Passei agora na Livraria da Travessa e não pude deixar de comprar um Girard que acho que você vai gostar. Chama-se Um Longo Argumento do Princípio ao Fim. É uma longa e boa entrevista com ele. O livro foi promovido, aqui no Rio de Janeiro, numa palestra em 2000, com a presença do Olavo de Carvalho, da Mary Del Prioli, do próprio Girard, do Leonardo Boff e do Gerardo Mello Mourão. Estive lá, e foi ótimo. Espero que seja uma boa introdução.

Ele está à sua disposição na Banca do Giusepe, no Centro da cidade, na Rua São José, bem em frente ao prédio nº 90. Não sei se você conhece esse inferno aqui, mas a Rua São José começa na Primeiro de Março, bem em frente à Igreja de São José (ok, faz sentido) e termina na esquina com a Rio Branco. De metrô, salte na estação Carioca e saia pela Rio Branco, à esquerda. É só você se apresentar lá. O livro fica à sua disposição pelo prazo de, hummm, 30 dias.

Beijos

O Comentarista said...

Bom, só não demore muito porque, sabe-se lá, pode aparecer por aqui alguma outra interessada no livro que se faça passar por você.

Tanja Krämer said...

Puxa, valeu! Mas caraca. Você acredita que comprei esse livro dia desses? Saiu por 20 e tantos. Espero lê-lo em breve. Muito obrigada mesmo assim! =)

O Comentarista said...

Não tem problema. Pegue o livro e troque-o por outro, oras. Ou por um CD.

O Comentarista said...

Bom, também não quero parecer insistente e chato. Se não quiser, ou se for muito trabalhoso passar lá, avise, ok?

O Comentarista said...

Só que, nesse caso, esqueça Bayreuth (se eu fosse você agora colocaria aquele risinho, como é mesmo? :).