Monday, February 05, 2007

Meu amor é música, pintura e estátua

(O texto começará com um parêntese. Ele não é de hoje. É um retrato de mim mesma capturado assim de repente. Publiquei antes no Conversas Bizantinas. É bom publicá-lo de novo porque, de novo, apresenta mais um lado meu. As pessoas são inesgotáveis! Ah, vai aproveitando porque muito calminha não sou.)

As mãos suadas mostram como fico nervosa ao conversar contigo.

Você não nota como minha voz se altera? minhas idéias se confundem? meu olhar do teu desvia (embora queira, mais que tudo, encontrar o teu)? que faço malabarismos em cima de corda-bamba com a palavra "amar"?

Até minha respiração muda, meu coração se apressa, e tremo... ah, como tremo. Não é de medo, nem de terror, mas de respeito.

Ouvir tua voz é música, e nada mais ouço senão tua harmonia. E me sinto levitando, ficando quase na pontinha dos pés, quase me perdendo pelos ares, e tudo isso apenas quando estou próxima de você.

Você me lembra uma estátua. Mas não por ser imóvel, longe disso. É a tua postura solene nas coisas pequenas. Você parece reter uma força enorme, prestes a explodir. Eu te observo e espero que você de repente faça algo que me arrebate, algo que está aí dentro e que não saiu.

Como te aprecio como uma pintura de um mestre holandês! A luz passeia por você de uma forma tão bonita que tenho vontade de permanecer horas te vendo.

Música, pintura e estátua, tudo isso porque te amo. Tudo que me tira de mim mesma. Que me deixa feliz com um toque de mãos, de manhã, tarde ou noite, na praça, na rua ou na entrada do prédio.

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