Sunday, October 29, 2006

Upgrade e suruba

Coloquei um marcador de estatística aqui. Nem estou curiosa para saber quantas pessoas vêm para cá, porque esse blog aqui nem é muito conhecido. Não quero um Maracanã de público. Estou curiosa para saber que tipo de doido termina nessa budega aqui. Pelo menos doido que não conheço.

Enquanto eu estava para escrever esse avisinho, eu passava ao mesmo tempo de canal e aí topei com uma tremenda suruba no Max Prime. Sem metáfora. Era uma casa cheia de gente querendo transar entre si. O pessoal se separava do(a) namorado(a)/esposo(a) e ia caçando neguinho(a). Quando o casal era inexperiente, ficava junto. A casa era enorme, acho que de um dos casais "surubeiros". Teve uma hora que um casal estava transando no jardim com um monte de gente ao redor.

Fiquei vendo aquilo admirada, porque eu nunca tinha pensando que ia passar uma suruba assim na TV. Max Prime não é canal de sacanagem. Parece que se passa da meia-noite, ninguém é mais de ninguém.

Achei engraçado ver um casal no final teorizando sobre a noite. Sem exagero, parecia analista político.

A Espectadora gosta do que as pessoas fazem e não hesita em comentar até mesmo essas coisas. Foi curioso ter sentido que todo mundo se achava "mudernoso". A galera achava mesmo que estava fazendo uma coisa ousada. Só que a Espectadora já percebeu que tudo que chamam de "mudernoso" é na verdade velho. Como a suruba. Dá para imaginar coisa mais antiga e primitiva que isso? É como fazer festa em cemitério. Isso é a coisa mais arcaica e démodé. Lá na Renascença já havia quem a fizesse (talvez suruba também). Essa galera está fora de moda.

Do ponto de vista estético, a feiúra do povo da suruba foi fogo. Que nem quem vai para praia de nudismo (olha aí outra coisa "mudernosa"!). Sempre tem gente caída e gordinha. Me diz qual é a graça de ficar com quem você nunca viu e que é todo carcomido? Eu hein. Fora que essa necessidade de muita gente ao redor para coisas íntimas é bem sintomática dos nossos tempos de homem-massa. O homem-médio tem de ter sempre alguém por perto.

Depois passou um filme que nem aqueles que passavam na Band no sábado. Pelo menos havia gente bonita, mas era muito chato. Até porque sexo é muito repetitivo. Não dá para fazer história boa tendo-o como tema. Até as cenas de sexo eram mal feitas. Se forem escrever de um jeito mais sério, como por exemplo história de pulação de cerca, acho que não sairá muito do estilo chatérrimo de "O Amante de Lady Chatterley". Comprei achando que seria um livro chuchu-beleza (a capa dizia que foi um escândalo quando publicado e tal), mas era um porre. Tomei engove e li até o fim. Passou esse ano o filme (parecia ser da década de 70), melhor que o livro só porque leva menos tempo para acabar. Acho que a única história envolvendo sexo legal é a daquele cara que trái a esposa com uma ninfeta ninfomaníaca mas que depois enjoa e volta para a esposa.

Agora, um fim gnóstico para o texto. Basilides (acho que) dizia que para um cara ser santo primeiro tinha que descarregar tudo o que tinha de mais animal. Falando de um jeito prático, se ele saísse por aí transando, comendo, não teria mais vontade de nada e aí poderia partir para a santidade. Esse cara era bem idiota. Não foi aleatório que levou o merecido pé na bunda da História. Esses impulsos não acabam. Você tem que conviver com eles e saber dominá-los de um jeito ou de outro.

Ah, por sinal hoje é dia de escolher quem vai ferrar a nossa bundinha nesses próximos quatro anos. O jeito é colocar um cinto de castidade e votar no menos pior.

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