Saturday, September 09, 2006

O assunto do blog

Vou falar um pouco sobre que tipo de coisa escreverei e um pouco de mim mesma, afinal sem mim essa joça não existiria.

Gosto de um monte de coisas. Nisso não me diferencio de ninguém. Todo mundo gosta de um monte de coisas. Só maluco é que tem uma idéia na cabeça o tempo todo. São os monomaníacos. Posso ser lunática, mas nem tanto. Meus interesses são variados. Gosto de artes em geral, de literatura, de história, de filosofia e de religião. Hoje em dia comecei a gostar também de ciências, embora por enquanto eu esteja só um pouquinho acima de uma mula em termos de conhecimento científico. Quando digo ciências, me refiro a história da ciência, em especial sobre a Cosmologia, que está de mãos dadas com a Física. Não compreendo física matemática e suspeito que seja coisa de duendes macabros. Mas como estou começando a estudar essa tal de teoria da ciência, acabo me simpatizando com essa obra de duendes.

Assim, por tudo que eu disse, está na cara que direi vez ou outra alguma coisa sobre esses assuntos. Não prometo lá muita qualidade, mesmo tendo a pretensão de escrevinhar sobre isso tudo. Talvez fosse melhor eu seguir o exemplo de Hugo de São Vítor e dizer que é melhor me calar a dizer algo indevido, mas eu gosto muito de falar. Canso de pagar pela minha boca enorme. Não vai ser diferente aqui.

O blog é very funny porque é amador, flexível, fácil de usar e despretensioso. Eu sou amadora, flexível e despretensiosa. Não sou fácil de usar, nem difícil, porque não sou um treco. Parece até que o blog foi feito para mim. Então sempre que eu for escrever vai ser pensando em tudo isso. Não vou me sentir muito mal em dizer alguma coisa meio disparatada caso pareça fazer sentido. A gente que escrevinha, escrevinha correndo todos os riscos. Senão, qual seria a graça?

Agora vou falar rapidinho sobre mim. Meu nome é Tanja (se pronuncia "Tânia"), bisneta de suíços. Sei quase nada de alemão, mas acho uma língua very amusing. Arranho no francês e inglês é língua do povo. Latim e grego são ideais. Espanhol é irmão e italiano será bem-vindo algum dia. Tenho medo de hebraico. Sou nova e pretendo viver até os 80, só para ter o prazer de dar bengaladas. Tenho opinião sobre várias coisas, mas geralmente tenho a maior preguiça de dizê-las. Se elas batem de frente com alguma tradição, é porque estou provavelmente errada. Esse é mais um motivo de querer viver muito, para ver meus erros, corrigi-los e rir muito deles, dizendo para todo mundo como eu era otária antigamente. A roupa é como a alma é, e se minha alma gosta de saltitar, a roupa tem de estar adequada. E meus cabelos brotam da alma. Gosto de Santo Agostinho (amor à primeira vista, porque dele mal li as Confissões e já me tornei fã) e não vejo o motivo disso me impedir de ouvir The Clash. Gosto também de Schubert e adoro Millencolin, mas com aquela presença de espírito igual a quando masco chiclete. É bom como sorvete. Não é porque gosto de ler que vou deixar de tomar meu sorvete, ouvir minhas besteirinhas ou mascar meu chiclete. Odeio vigarice e desonestidade, mas sou muito tapada para perceber logo de cara. A inteligência é boa, mas ser boa é melhor ainda. A vida é muito boa. A poesia é linda quando tem a ver com a vida. Deus é Senhor, mesmo eu não sendo uma boa garota. Não é o bicho que é selvagem, porque ele é manso consigo mesmo. Selvagem sou eu, que vivo não sendo quem deveria ser. Só Deus é tudo porque só Ele é verdadeiramente bom. E mais não posso dizer sobre mim, porque não sei muito a meu respeito, e teria de pedir ajuda ao Papai do Céu. Mas roxo é uma cor muito bonita, embora hematoma seja feio.

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