Tuesday, September 12, 2006

Let's talk about politics


Época de eleição é o maior saco. Todo mundo adora falar sobre isso. Para ser franca, conversar sobre política às vezes nem é tão chato, mas sobre ESSA política que está aí, e sobre ESSAS pessoas que a acompanham, é que não agüento. Tem que ser muito paciente para conversar a sério e bem empolgado sobre a vida política do Brasil nesses últimos anos. Se você agüenta, parabéns, porque eu estou pulando fora.

Quanta coisa boa existe para se conversar sem ser a esse repeito!

Falo sobre política como um mal necessário, ou apesar de. Não tenho empolgação e fico cansada. Ainda mais sobre esse país todo escroto. Parece que estou perdendo um tempão falando sobre uns caipiras. Viver num país de costas para o mundo é foda.

Me sinto platônica. Acho que política, pelo menos essa que está aí, it's all bullshit. Antes de a gente pensar em meter a mão na massa ou no cocô, primeiro devemos reorganizar essa bagunça tremenda que é a nossa cabecinha. Aprimorar conceitos, expelir os indevidos, forjar os novos, e ter em primeiro lugar uma idéia, mesmo que primitiva (desde que verdadeira), sobre o que é o homem. Leva tempo. Depois de fazer essa viagem, aí a gente pode bater um papo mais a sério sobre política. Mas por enquanto não. Talvez nem leve muito tempo, porque muita coisa já foi discutida por aí nesses últimos tempos. Em todo caso, primeiro a faxina na casa, depois ajeitar o prédio, etc.

Eu queria dizer só um negocinho antes de terminar. A tia de uma amiga minha diz que a gente tem que ter calma. Diz que até parece que a gente nasceu de cinco meses. É um pouco dessa filosofia da barriga que estou me referindo. Primeiro, calma, atenção, prudentia, como diziam os antigos (como adoro os antigos!). Platão queria que houvesse logo um rei-filósofo, mas uma idéia dessas não é nem para ontem, nem para hoje. É para séculos. Dependendo da bagunça da casa, você pode perder aquele final de semana todo só fazendo faxina. Depois a casa fica tinindo. É como estou dizendo sobre política. Primeiro examinar, às custas de ficarmos tontos, perdidos e meio que inúteis agora, o que ela é. Depois, mas só bem depois, recolhermos os frutos. E se não formos nós, que sejam nossos filhos, netos ou bisnetos.

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